quinta-feira, 25 de abril de 2013

TJ-AM é prejudicado por internet ruim, diz corregedor

Ao apresentar os avanços tecnológicos do sistema judiciário do Amazonas na Assembleia Legislativa do estado, o corregedor-geral do Tribunal de Justiça do Amazonas, desembargador Yedo Simões, criticou a precariedade da internet no interior do Amazonas. “Não adianta o TJ-AM ser todo virtualizado se os municípios não têm estrutura, se a internet não funciona”, disse. As informações são do site D24am.

O objetivo da declaração, segundo Simões, foi chamar a atenção dos poderes do estado, autoridades, empresas de telefonia e outros órgão para a melhoria dos serviços de comunicação no interior do Amazonas. Representantes de empresas de telefonia que estavam presentes não se manifestaram sobre a declaração de Simões.

O corregedor-geral disse ainda que a digitalização dos processos vai solucionar parte dos problemas gerados pela falta de juízes no interior. “Vamos poder selecionar um juiz da capital para responder por um município e ele poderá despachar o processo virtualmente à distância”, explicou. A medida segundo ele, seria temporária até a convocação dos novos juízos do concurso que está em andamento.

Segundo ele, durante visitas aos municípios para acompanhar o processo de digitalização das comarcas se deparou com vários problemas como o pessoas presas por mais tempo que o previsto devido a falta de um juiz na comarca.

Para garantir o acesso aos advogados do interior aos processos, o vice-presidente da Ordem dos Advogados no Amazonas, Marco Aurélio Choy, disse que a OAB está firmando uma parceria com o TJ-AM para utilizar os pontos de internet dos fóruns nos municípios. “Vamos disponibilizar equipamentos, computador, monitor e impressora, e o TJ-AM o ponto de internet”, explicou. Segundo ele, a estrutura já funciona em sete municípios do interior.

Ao todo 22 comarcas já estão trabalhando por meio do Processo Judicial Digital (Projudi), com dez municípios já totalmente on-line. Segundo Simões a previsão é que até outubro todas as comarcas estejam funcionando digitalmente.

Fonte: Consultor Jurídico