domingo, 14 de abril de 2013

Google concorda pela 1ª vez em mudar sistema de busca

O Google concordou pela primeira vez em fazer alterações em seu sistema de busca após investigações antitruste da Comissão Europeia, que já duram dois anos, sobre possíveis abusos da popular ferramenta de busca na internet, de acordo com reportagem deste domingo (14) do site do jornal "The New York Times".

De acordo com a publicação, a Comissão Europeia aceitou a proposta do Google, na qual a empresa não terá que modificar o algoritmo que produz seus resultados de busca. O Google concordou em identificar claramente os resultados da pesquisa a partir de suas próprias propriedades, como o "Google News", e em alguns casos a mostrar endereços de ferramentas de buscas de rivais, diz a reportagem.

Ainda de acordo com a publicação, as mudanças não serão amplatamente vistas por pelo menos um mês, enquanto as rivais e outras dentro da indústria fazem uma espécie de "teste de mercado".

A principal mudança tem a ver com resultados de pesquisa relacionados a temas como compras e voos, um campo conhecido como "pesquisa vertical". Concorrentes se preocupam que o Google irá favorecer seus próprios resultados em detrimento do deles.

Queixas de rivais como a Microsoft desencadearam a investigação da Comissão em novembro de 2010, diz a agência Reuters. Na semana passada o Google apresentou formalmente um pacote de concessões à Comissão Europeia para tentar encerrar a investigação da Comissão.

"Nas últimas semanas, a Comissão completou sua avaliação preliminar formalmente apresentando suas preocupações. Nessa base, o Google fez uma submissão formal de comprometimentos à Comissão", disse o porta-voz da Comissão sobre questões competitivas, Antoine Colombani, na quinta-feira (11), segundo a Reuters..

"Estamos preparando o lançamento de um teste de mercado para buscar reações de players do mercado, incluindo os reclamantes, sobre essas propostas de comprometimentos", disse.

O porta-voz do Google Al Verney disse à Reuters que a companhia continua a trabalhar cooperativamente com a Comissão. Um acordo com o regulador poderia dispensar uma multa que pode alcançar US$ 5 bilhões, ou 10% de suas receitas em 2012.

Fonte: G1