quinta-feira, 19 de abril de 2012

Unimed Maranhão está à beira da falência

É crescente o número de profissionais, clínicas e hospitais que estão se descredenciando.

A situação é preocupante e lamentável. Um dos maiores planos de saúde do país, referência na área durante muito tempo, agora virou sinônimo de recusa. Os principais hospitais já não aceitam mais o convênio. As clínicas estão seguindo o mesmo caminho. Há casos de pessoas que possuem o plano há décadas e estão recorrendo a atendimento na rede pública.

Os grandes laboratórios seguiram a tendência e deixaram de atender o plano. São poucas as opções de atendimento para quem ainda insiste em continuar com o convênio.

Os baixos valores pagos nas consultas e procedimentos, o atraso nos pagamentos e as glosas (recusa de pagamento) estão entre os motivos que afetam a reputação e credibilidade da Unimed no mercado.

Só com um grande hospital da capital a dívida da cooperativa já ultrapassa o valor de R$ 9 milhões. Denúncias de desvio de dinheiro e corrupção em várias gestões consecutivas formaram uma bola de neve nos problemas enfrentados pela cooperativa.

Investimentos equivocados e superfaturados como a construção do Hospital próprio, “elefante branco” que nunca funcionou, ajudaram a ampliar o rombo nas contas do convênio.

A classe médica que engloba os cooperados sofrem com os prejuízos e temem pela falência definitiva, enquanto os usuários têm seus procedimentos negados.

O barco está afundando. E a cada dia a situação só piora. Há rumores de que as eleições para escolha da nova diretoria (que é formada só por médicos) devem ser antecipadas.

Seria interessante uma intervenção e uma auditoria urgente, nas contas, contratos e investimentos realizados pela Unimed do Maranhão ao longo dos últimos anos. Tem muito médico, que já fez ou ainda faz parte da diretoria, que construiu verdadeiros impérios.

Os usuários precisam se posicionar e cobrar transparência e a adoção de medidas urgentes para evitar a quebra e assegurar o atendimento. Do contrário, a solução é migrar para outro plano ou procurar a rede pública de saúde.

Fonte: Blog do Luís Cardoso