terça-feira, 4 de outubro de 2011

Justiça manda São Paulo devolver Taça das Bolinhas, diz Flamengo

"Esquecida" desde junho, a polêmica da Taça das Bolinhas está de volta ao noticiário esportivo nesta terça-feira.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou, por 2 votos a 1, a "manutenção de posse" que o São Paulo detinha sobre a Taça de Bolinhas, feita para ser entregue ao primeiro pentacampeão brasileiro. Com esse novo episódio, o troféu deve ser encaminhado para a Caixa Econômica Federal, que criou o "prêmio". O Flamengo, um dos interessados no caso, espera, agora, ser o destino final da mesma, afinal ganhou o pentacampeonato em 1992, antes do Tricolor paulista.

Como a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já havia reconhecido o Flamengo como campeão brasileiro de 1987, o Rubro-negro espera um desfecho positivo. Nem um recurso do Sport Recife, aceito no dia 14 de junho na 10ª vara da Justiça Federal, situada em Pernambuco, que obrigou a entidade máxima do futebol a voltar atrás no reconhecimento tira o ânimo do Mais querido do Brasil.

"Esperamos agora que o São Paulo cumpra a decisão judicial e devolva a Taça das Bolinhas a Caixa Econômica Federal", disse o procurador geral do Flamengo, Dr. Rafael De Piro.

Em julho, o Flamengo foi até a Fifa fazer uma reclamação formal contra a atitude do clube pernambucano. Afinal, a determinação expressa do órgão que gere o futebol mundial prega que nenhum clube pode utilizar a justiça comum para resolver assuntos do âmbito desportivo, prática realizada pelo Sport.

Com a decisão desta terça-feira (04.10), o Flamengo espera que o São Paulo siga a determinação da justiça para, enfim, trazer a Taça das Bolinhas para seu lugar de direito, a Gávea.

"O Flamengo é incansável nesta busca. Todo o departamento jurídico está de parabéns por mais essa vitória. Disse que não iríamos descansar e não vamos enquanto a taça não vier para a Gávea. Tivemos uma vitória administrativa na CBF e, hoje, ela foi confirmada pelo poder judiciário do Rio de Janeiro. Vamos em frente, buscar o que é legítimo.", afirmou a presidente Patricia Amorim.

Fonte: Folha.com