segunda-feira, 6 de junho de 2011

LIVRO ENVIADO PELO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO AS ESCOLAS DIZ QUE 10-7=4

O Ministério da Educação distribuiu no ano passado a 37 mil escolas de educação no campo um material didático com erros de matemática e diagramação.

Nele se aprende, por exemplo, que 10-7=4 e que 16-8=6. Há ainda exercícios que remetem à página errada e frases incompletas, como: "Invente mais três apelidos para a Mônica e explique o".

A coleção na qual os erros foram detectados tem obras sobre matemática, língua portuguesa, ciências, geografia e história.

Ela foi elaborada por dez autoras que, segundo o MEC, fazem material para as escolas rurais desde 1998. Somente na versão distribuída no ano passado, no entanto, foram detectados problemas.

O MEC pagou R$ 14 milhões pela coleção, incluindo impressão e distribuição.

Ao todo, foram enviadas 200 mil coleções de livros a escolas rurais com turmas multisseriadas do 1º ao 5º ano, em que uma professora dá aula para alunos de mais de uma série. O total de alunos prejudicados, diz o MEC, é de cerca de 300 mil, menos de 1% do ensino público.

Os erros foram detectados por professores de universidades federais, segundo o secretário-executivo do MEC, José Henrique Paim, em revisão feita a pedido da pasta.

Após a constatação, o ministério decidiu enviar aos coordenadores do programa de educação no campo uma orientação para que o uso do material seja suspenso.

"A intenção era fazer uma errata, mas a avaliação demonstrou que o problema era mais sério do que a gente imaginava", disse.

Também foi pedida à CGU (Controladoria-Geral da União) uma sindicância para apurar as eventuais responsabilidades pelos erros e pela falta de revisão.

Dentro do MEC, a produção do material coube à Secad (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade), que coordena a produção de outros materiais, como o kit anti-homofobia que foi vetado pela presidente Dilma Rousseff.

Segundo Paim, boa parte da equipe responsável deixou o MEC neste ano devido a mudanças no comando da secretaria. Além das autoras, a sindicância da CGU deve ouvir funcionários e ex-funcionários do MEC.

Defesa do erro - No mês passado, a imprensa divulgou que um livro didático distribuído pelo MEC a mais de 4 mil escolas do país defendia errar na concordância do português falado. Seria correto dizer "os livro ilustrado mais interessante estão emprestado", por exemplo, afirmava o livro "Por uma vida melhor".

Fonte: Agência Câmara