quinta-feira, 16 de junho de 2011

JUÍZA BUSCA ASSESSOR PARA TRABALHAR NO TIMOR LESTE

Recém-nomeada, a chamada juíza conselheira do Tribunal de Apelação do Timor Leste está procurando um assessor e mentor para trabalhar com ela diretamente, por seis meses. O anúncio da vaga foi feito pela Management Sciences for Development e pela United States Agency for International Development.

O auxiliar não poderá advogar perante os tribunais do Timor Leste. Mas poderá, por exemplo, orientar, prestar consultoria e dar suporte à magistrada por meio de informações orais, aconselhamento individual e pareceres por escrito.

O advogado ou bacharel em Direito também conduzirá pesquisa sobre prioridades e melhores práticas de outras jurisdições de Direito Civil e sobre assuntos específicos sobre os quais ela precisar de orientação e suporte. As informações são do Consultor Jurídico.

O chamado "pacote de compensação" - que é o pagamento  para essa nomeação - será negociado pelo MSD com o requerente aprovado e estará sujeito à aprovação e regulamentações da USAID.

É preciso que o(a) candidato(a)n tenha conhecimento em Direito, com no mínimo 20 anos de experiência em Direito Civil. Desses, 15 deles devem ser dentro do Judiciário. Além disso, é preciso ter, no mínimo, cinco anos de experiência como integrante de um tribunal de apelação com histórico de julgamentos sólidos, compreensíveis e lógicos.

As inscrições podem ser enviadas ao e-mail rbatty@msdtimor-leste.com. O prazo final termina hoje (16). Atenção: o fuso do país é de nove horas a mais do que o horário GMT.

Alguns detalhes sobre o Timor Leste

A República Democrática de Timor-Leste é um dos países mais jovens do mundo, e ocupa a parte oriental da ilha de Timor na Oceania. As únicas fronteiras terrestres que o país tem ligam-no à Indonésia, a oeste da porção principal do território, e a leste, sul e oeste de Oecusse. Sua capital é Díli, situada na costa norte.

Conhecido no passado como Timor Português, foi uma colónia portuguesa até 1975, quando se tornou independente, tendo sofrido invasão pela Indonésia três dias depois.

Permaneceu considerado oficialmente pelas Nações Unidas como território português por descolonizar até 1999. Foi, porém, considerado pela Indonésia como a sua 27.ª província com o nome de "Timor Timur".
Em 30 de agosto de 1999, 80% do povo timorense optou pela independência em referendo organizado pela Organização das Nações Unidas.

A língua mais falada em Timor-Leste era o indonésio no tempo da ocupação pela Indonésia; hoje o tétum é o mais falado na capital.

O tétum e o português formam as duas línguas oficias do país, enquanto o indonésio e a língua inglesa são considerados idiomas de trabalho pela atual constituição de Timor-Leste. Grande parte da população compreende a língua indonésia, mas só uma minoria o português.

O investimento secular de Portugal não foi suficiente para desenvolver a então colônia portuguesa, adequadamente, tendo esta permanecido pobre até aos nossos dias.

Foram, no entanto, construídas algumas infraestruturas de saúde, ensino e transportes depois da Segunda Guerra Mundial. O comércio de sândalo, uma das principais mercadorias do território perdeu importância e a sua única fonte de rendimento passou a ser uma modesta produção de café.

A moeda oficial timorense é, desde 2000, o dólar dos Estados Unidos. O analfabetismo ainda é generalizado.

Demografia do país

* População: 952.618 (últimos dados disponíveis são de julho de 2002;
* Taxa de crescimento populacional: 7.26%;
* Taxa de natalidade: 28 nascimentos/ano a cada 1.000 habitantes.

Fonte: Espaço Vital