domingo, 5 de junho de 2011

DESPROTEGIDOS, 16 AMEAÇADOS DE MORTE NO PARÁ AGUARDAM INCLUSÃO EM PROGRAMA DE PROTEÇÃO

Pelo menos 16 pessoas ameaçadas de morte estão na lista de espera para serem incluídas no programa de proteção a ameaçados da Secretaria de Direitos Humanos do governo federal, segundo informou José Batista, advogado da CPT (Comissão Pastoral da Terra). Atualmente, apenas seis ameaçados estão incluídos no programa no Pará. Os dez que aguardam a inclusão permanecem sem qualquer tipo de proteção.

“O governo precisa monitorar a situação dessas pessoas e estabelecer os procedimentos adequados em cada caso”, diz Batista. Em reunião com a CPT na última terça-feira (31), a secretária dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, reconheceu que o governo não tem condições de proteger todos os ameaçados no país.

“Nesse momento, em que temos políticas de proteção a testemunhas ameaçadas de morte, políticas na Secretaria de Direitos Humanos para a proteção de defensores de direitos humanos, seria errôneo, seria ilusório dizermos que temos condições de atender a uma lista com tantos nomes [de pessoas] que receberem ao menos uma ameaça”, afirmou a ministra.

Polícia Federal descobre "condomínio" de madeireiras ilegais em Rondônia

No mesmo encontro, o secretário executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, disse que o ministério vai reativar a Operação Arco de Fogo, para ajudar no enfrentamento aos crimes ocorridos no Pará e em Rondônia também para coibir práticas como a extração ilegal de madeira na região.

Com relação às pessoas que necessitam de proteção, Barreto disse que haverá análise caso a caso. “Há casos em que uma orientação pode resolver e permitir a proteção desse indivíduo. Há casos em que uma vigilância presencial será necessária, tudo isso será analisado por uma equipe técnica”, disse.

Pelo menos seis famílias deixaram o assentamento agroextrativista Praialta Piranheira, em Nova Ipixuna, sudeste do Pará, com medo de terem o mesmo destino do casal de ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva, 52, e Maria do Espírito Santo da Silva, 50, mortos no último dia 24. Os dois moravam no assentamento, que tem cerca de 22 mil hectares e abriga aproximadamente 500 famílias.
Onda de mortes

Cinco camponeses foram mortos na região norte em menos de dez dias, quatro deles no sudeste paraense. O última morte foi de Marcos Gomes da Silva, 33, natural do Maranhão, assassinado em Eldorado dos Carajás no quarta-feira (1º).

Na semana passada, três mortes ocorreram em Nova Ipixuna, também no sudeste paraense: o casal de castanheirosJosé Cláudio Ribeiro da Silva, 52, e Maria do Espírito Santo da Silva, 50, ativistas que denunciavam a ação ilegal de madeireiros, foi executado na terça-feira (24); no domingo (29), foi encontrado o corpo de Eremilton Pereira dos Santos, 25, que morava no mesmo assentamento do casal.

Na sexta-feira (27), a vítima foi Adelino Ramos, o Dinho, liderança do Movimento Camponês Corumbiara (MCC), assassinado enquanto vendia verduras em Vista Alegre do Abunã, distrito de Porto Velho (RO). Dinho foi um dos sobreviventes do massacre de Corumbiara --ocorrido em agosto de 1995, no qual pelo menos 12 pessoas morreram nas mãos de pistoleiros e PMs-- e também denunciava a atuação de madeireiros.

Ninguém foi preso pelos crimes ocorridos no Pará. Em Rondônia, o suspeito Ozias Vicente, que atuava na extração ilegal de madeira, foi detido na segunda-feira (30). A polícia investiga a participação de outras pessoas no crime.

No mesmo encontro, o secretário executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, disse que o ministério vai reativar a Operação Arco de Fogo, para ajudar no enfrentamento aos crimes ocorridos no Pará e em Rondônia também para coibir práticas como a extração ilegal de madeira na região.

Com relação às pessoas que necessitam de proteção, Barreto disse que haverá análise caso a caso. “Há casos em que uma orientação pode resolver e permitir a proteção desse indivíduo. Há casos em que uma vigilância presencial será necessária, tudo isso será analisado por uma equipe técnica”, disse.

Pelo menos seis famílias deixaram o assentamento agroextrativista Praialta Piranheira, em Nova Ipixuna, sudeste do Pará, com medo de terem o mesmo destino do casal de ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva, 52, e Maria do Espírito Santo da Silva, 50, mortos no último dia 24. Os dois moravam no assentamento, que tem cerca de 22 mil hectares e abriga aproximadamente 500 famílias.
Onda de mortes

Cinco camponeses foram mortos na região norte em menos de dez dias, quatro deles no sudeste paraense. O última morte foi de Marcos Gomes da Silva, 33, natural do Maranhão, assassinado em Eldorado dos Carajás no quarta-feira (1º).

Na semana passada, três mortes ocorreram em Nova Ipixuna, também no sudeste paraense: o casal de castanheirosJosé Cláudio Ribeiro da Silva, 52, e Maria do Espírito Santo da Silva, 50, ativistas que denunciavam a ação ilegal de madeireiros, foi executado na terça-feira (24); no domingo (29), foi encontrado o corpo de Eremilton Pereira dos Santos, 25, que morava no mesmo assentamento do casal.

Na sexta-feira (27), a vítima foi Adelino Ramos, o Dinho, liderança do Movimento Camponês Corumbiara (MCC), assassinado enquanto vendia verduras em Vista Alegre do Abunã, distrito de Porto Velho (RO). Dinho foi um dos sobreviventes do massacre de Corumbiara --ocorrido em agosto de 1995, no qual pelo menos 12 pessoas morreram nas mãos de pistoleiros e PMs-- e também denunciava a atuação de madeireiros.

Ninguém foi preso pelos crimes ocorridos no Pará. Em Rondônia, o suspeito Ozias Vicente, que atuava na extração ilegal de madeira, foi detido na segunda-feira (30). A polícia investiga a participação de outras pessoas no crime.
Fonte: UOL Notícias